Um manipulador é um tipo de dispositivo mecânico que pode ser ativo ou controlado por um operador; um robô industrial é um tipo de equipamento automatizado, sendo que o manipulador é um tipo de robô industrial, e os robôs industriais também podem ser usados de outras maneiras. Portanto, embora os dois termos tenham significados diferentes, eles se referem a partes em comum.
Resumindo, existem muitas formas de robôs industriais, e o braço robótico é apenas uma delas.
Braço robótico industrial
Um braço robótico industrial é uma máquina fixa ou móvel, tipicamente composta por uma série de partes interconectadas ou deslizantes, projetada para agarrar ou mover objetos. Possui controle ativo, repetibilidade programável e múltiplos graus de liberdade (eixos). O principal método de operação envolve movimento linear ao longo dos eixos X, Y e Z para alcançar a posição alvo desejada.
Robô Industrial
De acordo com a norma ISO 8373, um robô industrial é um dispositivo mecânico que executa tarefas ativamente. Ele opera de forma autônoma, utilizando sua própria energia e capacidade de controle para executar diversas funções. Embora possa seguir comandos humanos, também é capaz de executar programas predefinidos. Além disso, os robôs industriais modernos podem operar com base em diretrizes estabelecidas por tecnologia de inteligência artificial, permitindo funcionalidades mais avançadas e adaptáveis.
A diferença entre robôs e braços robóticos
Os manipuladores são dispositivos mecânicos amplamente utilizados em diversos campos, incluindo indústria, saúde, militar e exploração espacial. Eles vêm em várias configurações, como robôs de quatro eixos, cinco eixos, seis eixos, multieixos, 3D/2D, manipuladores independentes e manipuladores hidráulicos. Apesar da diversidade de tipos, todos compartilham a capacidade de receber instruções e localizar pontos com precisão no espaço tridimensional (ou bidimensional) para operações.
A principal diferença entre um robô e um braço robótico é que um robô não só pode seguir instruções humanas, como também executar tarefas com base em comandos pré-programados. Além disso, os robôs podem operar de acordo com diretrizes especificadas por inteligência artificial. No futuro, espera-se que os robôs auxiliem ou até mesmo substituam um número cada vez maior de operações humanas, principalmente em tarefas repetitivas e de alto risco.
Definições de robôs em diferentes regiões
As definições de robôs variam entre os países europeus, americanos e o Japão. Na Europa e nos Estados Unidos, os robôs são vistos como máquinas que precisam ser controladas por computador e programadas para funcionar como dispositivos ativos multifuncionais. Em contraste, o Japão considera os robôs como máquinas ativas de alta tecnologia, o que leva à inclusão de braços robóticos em sua definição. Os padrões europeus e americanos definem um robô como aquele que possui seis ou mais eixos, enquanto os que têm cinco eixos ou menos não são classificados como robôs. Já o Japão reconhece uma máquina de três eixos como um robô.
Atualmente, o entendimento global sobre robôs convergiu significativamente, com uma definição compartilhada que descreve robôs como máquinas automatizadas capazes de executar diversas funções usando sua própria energia e capacidades de controle.
A diferença entre robôs e manipuladores no escopo de aplicação
Os braços robóticos são amplamente utilizados em ambientes industriais, principalmente devido às tecnologias de acionamento e controle. Esses braços normalmente operam em uma configuração em série.
Os robôs, por outro lado, podem ser categorizados em estruturas em série e em paralelo. Os robôs paralelos (PM) são comumente empregados em aplicações que exigem alta rigidez, precisão e velocidade, frequentemente em espaços confinados. Eles são usados para tarefas como triagem, manuseio, simulação de movimento, operação de máquinas-ferramenta paralelas, corte de metal e controle de juntas de robôs e interfaces de espaçonaves.
Robôs em série e em paralelo se complementam em suas aplicações. Robôs em série oferecem um espaço de trabalho maior e ajudam a mitigar o efeito de acoplamento entre os eixos de transmissão. No entanto, cada eixo em uma configuração em série deve ser controlado independentemente, o que exige o uso de encoders e sensores para aumentar a precisão do movimento.

